Missão, Carta de Conceitos e Perguntas Frequentes

Nossa Missão:

“Influenciar e assessorar indivíduos a fazer de maneira estratégica o planejamento, execução e acompanhamento de sua filantropia pessoal ou familiar, de modo que se atinja maior satisfação pessoal e impacto social.”

O entendimento do Instituto Azzi de sua atuação e da filantropia

O Instituto Azzi se propõe a prestar serviços de assessoria e estimular indivíduos e suas famílias para que estes façam filantropia de maneira mais planejada, consistente e comprometida. Pela sua característica de ação estratégica e foco em impacto social positivo, esse modo de fazer filantropia algumas vezes é também chamado de Investimento Social Privado.

Mais do que usar alguma terminologia específica, a preocupação essencial é o modo como uma doação deve ser feita. O Instituto Azzi se compromete especificamente com a doação de recursos financeiros de pessoas físicas para organizações e projetos sociais e ambientais já existentes. Esse foco de maneira alguma desconsidera a relevância de outras ações correlacionadas à filantropia como a doação de tempo e conhecimento através do voluntariado, a doação direta a pessoas que necessitam dos recursos e a criação de organizações próprias como forma de investimento social.

A doação de recursos financeiros pode e deve ser entendida como uma ação de solidariedade. Essa ação pode ou não ser bem executada, isto é, pode ou não atingir resultados de impacto benéfico à sociedade. O Instituto Azzi trabalha para que toda a filantropia seja feita com o objetivo primordial de atingir esses resultados, seja de curto, médio ou longo prazo.

A filantropia envolve sempre dois principais agentes, o doador e a organização apoiada que realiza as ações de fins sociais e ambientais.


Sobre as questões relacionadas às ações sociais e ambientais

A grande contribuição da filantropia à sociedade é poder disponibilizar recursos para a iniciativa de transformação social. Filantropia é um campo de inovação, criação de soluções para graves questões sócio-ambientais em diversas esferas. Também pode ter atuação em questões essenciais de assistência social, situações emergenciais e fornecimento de condições mínimas de sobrevivência e dignidade a todo o tipo de população. Mas sempre deve haver a preocupação em não servir de muleta para que o setor público e a sociedade como um todo se apóie, de forma a inibir mudanças estruturais e profundas, necessárias para que as questões em foco tenham uma solução definitiva.

O Instituto Azzi acredita que a filantropia não deva ser usada para que as soluções criadas pelo setor social sejam utilizadas de forma paliativa, com o objetivo de manter o status quo ou substituir as competências do setor público. E, mesmo quando esse modo de atuação – substituir o setor público – seja emergencialmente necessário, não se deve atuar sem a preocupação em promover soluções sustentáveis, efetivas e de acordo com as responsabilidades das instituições públicas envolvidas.

Por mais que às vezes seja difícil vislumbrar a solução definitiva, é importante ter a consciência que o maior risco de uma ação social é criar mecanismos, voluntaria ou involuntariamente, para que ela passe a existir com o único objetivo de manter a si mesma. Tornar a si mesma irrelevante por ter ajudado a criar uma estrutura social que soluciona o problema sócio-ambiental no qual a organização se propõe a atuar, é o maior sucesso possível de ser alcançado por uma organização.


Sobre as questões relacionadas ao doador

Não fazemos julgamento de valor das motivações de cada um em fazer filantropia, mas entendemos que em todos os casos o interesse no impacto social ou ambiental deve ser genuíno, tendo como referência, da melhor maneira possível, o interesse da sociedade. Julgamos importante também que a filantropia seja feita com a perspectiva de ser uma atuação contínua do filantropo, dentro das possibilidades de cada um, e não apenas ocasional devido a conveniências circunstanciais de ganho pessoal. Tendo isso em vista, não vemos problema algum se o interesse em atuar positivamente e comprometidamente em questões sócio-ambientais convergir com interesses pessoais tais como vaidade, promoção de imagem, etc. Pelo contrário, acreditamos que a satisfação pessoal no ato da filantropia não é somente inevitável como altamente desejável, de maneira que induz ao fortalecimento das ações solidárias decorrentes dessas ações.

Consideramos ainda que tanto os filantropos, quanto as organizações da área social em suas diversas formas de atuação, devem ter consciência que não são a voz única que fala por qualquer população, evitando assim os riscos de pretenderem atuar como representantes máximos da população, substituindo os representantes devidamente eleitos pelas instituições democráticas. Mas que são sim de suma importância como vozes de defesa de direitos e promotores de soluções para os mais diversos grupos, sendo uma forma legítima de manifestação e organização da sociedade civil, compondo e fortalecendo, não substituindo, a organização democrática da sociedade. Sendo, por esse mesmo motivo, imensamente relevante a comunicação com as diversas instâncias da gestão pública, com a sociedade e com as pessoas diretamente envolvidas e beneficiadas, para que a atuação da organização ganhe legitimidade.

Fazendo todas essas considerações, entendemos que a filantropia é uma ferramenta essencial para o Brasil em seu momento atual atingir e acelerar transformações sociais em larga escala e longo prazo. O Brasil teve um relevante crescimento de renda pessoal nas últimas décadas que não foi acompanhado por um crescimento da filantropia, fenômeno particularmente visível nas classes econômicas mais altas da sociedade. O objetivo do Instituto Azzi é desenvolver a prática da filantropia no Brasil, alcançando a escala, qualidade e resultados coerentes, ao mesmo tempo, com o potencial de doação e com as necessidades de transformações sociais do país.

Clique nas perguntas para saber ainda mais sobre o Instituto Azzi.

1. O que é o Instituto Azzi?
É uma organização sem fins lucrativos que auxilia pessoas físicas de alto poder aquisitivo, que tem o desejo de apoiar organizações e projetos sociais, a planejarem e executarem suas ações filantrópicas de forma estratégica.
2. Onde o Instituto Azzi atua?
Na Grande São Paulo e, mais recentemente, no Rio de Janeiro.
3. O Instituto Azzi trabalha focado em alguma área de atuação específica?
Não, o Instituto Azzi não está focado em apoiar projetos em apenas uma área específica. Como partimos do interesse do investidor, organizações com atuação em qualquer área social ou ambiental são passíveis de receber apoio.
4. Qual o valor mínimo anual para se tornar um investidor social através do Instituto Azzi?
R$ 100.000,00. Porém esse valor não necessariamente será investido em um único projeto social ou ambiental.
5. Quanto o Instituto Azzi cobra pelos serviços prestados?
Atualmente nenhum serviço é cobrado. O Instituto Azzi é financiado por mantenedores que arcam com os custos de toda a estrutura da organização, assim todo o dinheiro doado pelo investidor é integralmente repassado aos projetos escolhidos.
6. Por que o Instituto Azzi faz esse serviço sem cobrar?
O Instituto Azzi acredita que aprimorar a atuação filantrópica de pessoas físicas de alto poder aquisitivo, para que seja feita de maneira mais focada e planejada, é um passo importante para acelerar transformações sociais.

Como essa forma de atuação ainda é muito nova e pouco difundida no Brasil, o Instituto Azzi optou por prestar seus serviços sem cobrar para que a cultura de filantropia estratégica se fortaleça. Um fundo patrimonial foi montado para garantir a sustentabilidade financeira da organização pelo menos pelos próximos 5 anos.

7. O Instituto Azzi executa projetos sociais próprios?
Não, o Instituto Azzi não executa nenhum projeto social próprio. Apenas busca os melhores projetos sociais já existentes, que são executados por organizações com experiência e qualificação nas mais diversas áreas de atuação.
8. Quais projetos o Instituto Azzi apoia?
Para poder ver alguns exemplos, visite a página ORGANIZAÇÕES APOIADAS.
9. O Instituto Azzi possui uma lista de organizações pré-selecionadas para indicar aos investidores?
Não. Como cada ação filantrópica depende da causa do investidor, o Instituto Azzi não possui projetos pré-selecionados ou um portfólio de projetos para indicar. Após ouvir o investidor, uma busca pelas organizações mais adequadas àquele investimento social é feita considerado qualquer organização que atue na Grande São Paulo.
10. Após a definição da causa do investidor, quais os critérios levados em conta para indicar uma organização?
Primeiramente a organização deve estar juridicamente constituída. Além disso, a organização é avaliada segundo a qualidade de sua gestão, sua solidez, transparência e potencial de impacto dos projetos que desenvolve.
11. Definida a organização a ser apoiada, como é feita a vinculação legal entre as partes?
É firmado um contrato entre o investidor, o Instituto Azzi e a organização beneficiada, que contém as obrigações de cada uma das partes e o projeto social (com todas as especificações definidas, como metas, prazos e indicadores de avaliação) em anexo.
12. Como é feito o repasse dos recursos ao projeto apoiado?
O repasse de recursos é feito de acordo com um cronograma de desembolso definido antes do início do apoio, que leva em conta tanto os custos do projeto quanto a disponibilidade de recursos do investidor. Cada novo repasse é necessariamente vinculado à prestação de contas feita pela organização apoiada. A trasnferência do dinheiro pode ou não passar pela conta bancária do Instituto Azzi. O Instituto Azzi possui uma conta bancária destinada unicamente a projetos, para que fique totalmente separada de nossos custos administrativas e tenha total transparência.
13. Como é feito o monitoramento dos projetos em andamento?
O monitoramento é feito continuamente pela Equipe de Projetos do Instituto Azzi, através de visitas aos projetos, reuniões com os responsáveis e relatórios financeiros e de atividades.
14. Como é feita a prestação de contas entre as partes (investidor, Instituto Azzi e organização apoiada)?
A organização apoiada envia ao Instituto Azzi relatórios financeiros e de atividades de acordo com a periodicidade estabelecida pelas partes no início do projeto. O analista do Instituto Azzi responsável pelo projeto, com base nestes relatórios, realiza um parecer geral e presta contas ao investidor através de uma página personalizada com login e senha no próprio site do Instituto Azzi.
15. Qual o retorno o investidor social tem ao investir seu dinheiro em ações filantrópicas através do Instituto Azzi?
O retorno é o impacto social gerado. O investimento social, termo utilizado pelo Instituto Azzi, é o ato de doar, fazer filantropia, porém de uma perspectiva de investimento, onde deve haver planejamento, escolhas criteriosas do destino do recurso, acompanhamento e cobrança dos resultados esperados.
16. Qual o valor ideal a ser investido?
Não é uma resposta fácil. O Instituto Azzi entende que o valor ideal deve ser um valor relevante em relação à renda anual ou patrimônio do investidor, para que haja um comprometimento real com a causa apoiada. Além disso, cada organização e cada projeto tem suas particularidades, assim, para causar um impacto social significativo, o valor deve ser definido levando-se em consideração as necessidades da organização e também sua capacidade de administração de recursos. Por isso essa resposta vem apenas após um cuidadoso período de planejamento.
17. Como é possível se candidatar para receber apoio do Instituto Azzi?
É necessário, em primeiro lugar, cadastrar sua organização no banco de dados, através do formulário disponível na página “Cadastre Sua Organização”. Nesta página é possível também obter mais informações e esclarecimentos sobre o processo.
Como o apoio a projetos depende de investidores interessados em determinada área de atuação, o Instituto Azzi não recebe projetos, mas sim cadastra as organizações. A partir do momento em que há um investidor interessado, o Instituto Azzi entra em contato com a organização cadastrada e é formalizada uma proposta de apoio, levando em conta as demandas da organização assim como a quantidade de recursos disponíveis.
18. É necessário para a organização refazer o cadastro se houver alteração nos seus projetos?
A princípio não. Como o cadastro é institucional e não por projeto, deve-se refazer o cadastro apenas se houver mudanças que afetem toda a organização. Se não for o caso, aconselhamos o recadastramento uma vez ao ano, para que as informações do Banco de Dados fiquem sempre atualizadas.
19. Em quanto tempo, a partir do cadastro, a organização receberá investimento?
Não dá para saber. Não há garantia de que toda organização cadastrada irá receber investimento, assim como não há previsão do tempo que levará para que um investidor tenha uma causa alinhada à da organização. O cadastro serve para que o Instituto Azzi conheça a organização e tenha uma referência no momento de procurar os projetos sociais mais alinhados às causas dos investidores que atende.